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Uncategorized 10 de julho, 2026

Fim da DIRF: Receita Federal muda forma de declarar retenções de IR e passa a exigir informações mensais

A partir de 2026, a declaração anual desaparece e as empresas precisam garantir que os dados enviados todo mês ao eSocial e à EFD-Reinf estejam corretos, sem chance de correção posterior

Depois de anos de adiamentos, a Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (DIRF) deixou de existir. A partir de 2026, as informações que antes eram consolidadas uma vez por ano em um único arquivo passam a ser transmitidas mensalmente, diretamente pelo eSocial e pela EFD-Reinf. A mudança parece técnica, mas muda a lógica de conformidade fiscal para qualquer empresa que retenha Imposto de Renda na fonte, de funcionários, prestadores de serviço pessoa física ou sócios.

Até o ano-calendário de 2025, a DIRF funcionava como uma espécie de “resumo anual”: a empresa enviava a declaração até o início do ano seguinte, e eventuais erros podiam ser corrigidos até esse envio. Com o fim da DIRF, essa margem de ajuste anual deixa de existir. As informações sobre retenções de IRRF passam a ser capturadas mês a mês, principalmente pelos eventos S-1210 (pagamentos de rendimentos do trabalho) e S-1220 (informações complementares) do eSocial, além da EFD-Reinf para pagamentos que não passam pela folha.

Quem é afetado

A mudança atinge todas as empresas obrigadas ao eSocial e à EFD-Reinf que fazem retenção de Imposto de Renda na fonte, o que inclui praticamente qualquer empregador com folha de pagamento, além de empresas que pagam autônomos (RPA), distribuem lucros acima dos limites de isenção ou oferecem benefícios como plano de saúde a colaboradores. Departamentos pessoais, RH e escritórios de contabilidade são os mais impactados na rotina operacional.

O que mudou e as principais consequências

O que muda para as empresas?

O fim da DIRF marca uma mudança de cultura na forma como as empresas lidam com o Imposto de Renda Retido na Fonte: da lógica de declaração anual para a de conformidade mensal contínua. Quem mantiver os cadastros organizados e revisar o fechamento todo mês tende a atravessar essa transição sem sobressaltos. Já quem seguir tratando o eSocial como uma obrigação apenas de rotina corre o risco de acumular inconsistências que só vão aparecer, e pesar, mais à frente.

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